É fato: após suspensão, testes clínicos da vacina de Oxford recomeçam no Brasil

 É fato: após suspensão, testes clínicos da vacina de Oxford recomeçam no Brasil

O temor de que os sintomas neurológicos, causados por mielite transversa, apresentados por um voluntário inglês fossem consequência da chamada “vacina de Oxford”, levaram à suspensão dos testes clínicos do material no Brasil e outros países. Uma mensagem, compartilhada em um perfil no Instagram, afirma que os testes da vacina retornariam na segunda-feira (14), o que de fato aconteceu. A sugestão de checagem foi enviada ao aplicativo Eu Fiscalizo, parceiro do Nujoc Checagem.

A liberação para a retomada dos testes foi concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), após a suspensão na última terça-feira (8). Enquanto isso, os Estados Unidos mantém a suspensão temporária de testes, conforme reporta o site de notícias G1.

Produzida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, com testes no Brasil em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a vacina de Oxford é considerada uma das mais promissoras candidatas na busca pela imunização do coronavírus. Se tudo der certo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) será responsável pela produção da vacina. Entretanto, conforme explica o biólogo Fernando Reinach em coluna no site Estadão, “a Fase 3 é o cemitério das vacinas: apenas 10% das que entram nessa fase sobrevivem”. Esta é, justamente, a fase da pesquisa em que se encontra a vacina de Oxford.

A retomada dos testes da vacina também possui grande simbolismo no embate de narrativas que vem ocorrendo ante a promessa de uma vacina que funciona e representa à retomada da economia e da “normalidade”, além de ser utilizada com propósitos políticos. Para além do debate entre as pessoas pró e antivacina, a vacina de Oxford representa a aposta do governo federal na corrida pela imunização contra o coronavírus, em oposição à chamada “vacina chinesa” (Coronavac), produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e cujos testes clínicos no Brasil são liderados pelo Instituto Butantan, em parceria assinada pelo governador de São Paulo, João Doria.