Gripe Espanhola x COVID 19 – Comunicação, Memória e Experiência- diálogo com Marialva Barbosa no NUJOC CHECAGEM

 Gripe Espanhola x COVID 19 – Comunicação, Memória e Experiência- diálogo com Marialva Barbosa no NUJOC CHECAGEM

O NUJOC Checagem realiza o diálogo “Gripe Espanhola x COVID 19 – Comunicação, Memória e Experiência” nesta sexta-feira (29) a partir das 19h com a participação da Profa. Dra. Marialva Barbosa (UFRJ).

O bate-papo, que terá mediação da Profa. Dra. Ana Regina Rêgo (UFPI), poderá ser acompanhado em uma sala do zoom, por meio do link https://us02web.zoom.us/j/82741848702

Segundo a Profa. Dra. Marialva Barbosa, a sua fala abordará a perspectiva histórica da cobertura da gripe espanhola, expondo como aconteceu a cobertura da primeira pandemia do século XX, momento que os jornais diários, juntamente com os semanários eram os grandes difusores de informação.

“Vou falar, especificamente do que há de coincidência naquele momento e hoje, como os movimentos se repetem, como há uma indiferença em relação aos pobres, aos moradores de subúrbio, que no Rio de Janeiro, morriam aos milhares. Para você ter uma ideia houve 20 mil mortes no Rio de Janeiro e a população da época era de pouco mais de 900 mil habitantes. Isso em dois meses que foi o pico da epidemia. Fiz uma grande pesquisa nos jornais do Rio sobre o tema”, assinalou.

Durante o trabalho citado, a pesquisadora ainda recuperou 40 fotografias publicadas pela Revista Careta. O semanário veiculado aos sábados, teve duração de 53 anos e trazia críticas relevantes aos governos existentes, como o governo Vargas. Além disso, o impresso contou com a presença de importantes chargistas e literatos da primeira metade do século XX.

Doutora e Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a Professora Marialva Barbosa é atualmente docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) do curso de Jornalismo.

“Agora estou desenvolvendo duas pesquisas: a primeira trata de refletir sobre o que seria uma história da comunicação do tempo presente, e para isso desenvolvo uma série de reflexões sobre essa história desde os anos 1980 e suas transformações. Essa história inclui igualmente a trajetória do campo científico da comunicação, desde os anos 1970 e o diagnóstico sobre as pesquisas em comunicação que realizamos hoje e os movimentos teóricos e metodológicos das pesquisas. Nesse sentido, produzi um livro – que sairá ainda este ano – sobre Metodologia de Pesquisa em Comunicação. Chama-se Comunicação e Método: cenários e práticas de pesquisa. A outra é uma rede de pesquisa que coordeno, inclusive com participação da UFPI (ai e coordenada pela professora Ana Regina Rêgo) sobre a história da imprensa no século XIX. Essa é uma rede que inclui mais de 30 pesquisadores de todo o Brasil”, explicou.

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