Jovem tenta desmistificar o que foi chamado de narrativas comunistas com informações falsas

 Jovem tenta desmistificar o que foi chamado de narrativas comunistas com informações falsas

Fakes news são compartilhadas para prejudicar uma ou outra movimentação política que se ergue contra a direita mundial

Recebemos por meio do aplicativo Eufiscalizo da Fiocruz uma notificação para verificação de um vídeo publicada pela Deputada Beatriz Kicis em seu Instagram. Na publicação uma jovem traz informações baseadas em opinião própria sobre uma narrativa comunista que da forma que foi apresentada por ela, não existe. 

A jovem afirma “Se eu disser que todas as vidas importam eu sou racista. Se eu ficar em pé perante a bandeira eu tenho que pedir desculpas, não posso ir a igreja, mas posso incendiar igrejas. Não posso abrir minha loja, mas posso saquear e destruir a loja dos outros. Se eu tiver distintivo, arma e uma farda azul eu sou uma “porca racista”. Mas, se eu sair mascarada destruindo a cidade com pedras, sou considerada uma “manifestante pacífica”. Não tenho direito de manifestar contra o lockdown capitólio, mas posso destruir e pichar o capitólio. Não posso ir pro parque jogar bola com a minha família, mas posso destruir o parque. Não posso proteger nossos monumentos e nossa história, mas posso destruir e jogar os escombros sobre as pessoas. Não posso opinar sobre questões raciais por que sou branca, mas se eu não tiver opinião eu sou a causa da “opressão”. Posso fazer baderna na rua com o ato do “black lives matter”, mas se eu for para um ato pró Trump o coronavírus magicamente aparece. Quem não vê a hipocrisia nisso tudo? Estou cansada dessa m*****”

Analisando as informações passada por ela, podemos observar a intuição política envolvida no assunto. Fake news são compartilhadas para prejudicar uma ou outra movimentação política que se ergue contra a direita mundial.

Foto: reprodução/Instagram

Iniciando os pontos que são falados sobre o racismo, o Black Lives Matter (BLM) citado por ela é um movimento internacional com iniciativa da comunidade afro-americana, criada para defesa de pessoas negras que sofrem diariamente a opressão racial em todo o mundo. Verificando a diferença entre “vidas negras importam” e “todas as vidas importam” e por que utilizar essa frase é racista, logo em nenhum momento é afirmado que apenas as vidas negras são importantes, mas na nossa sociedade uma pessoa branca não corre os mesmos riscos que um cidadão negro, que pode ser morto apenas por ser negro, logo o anti-racismo é sobre ser contra os crimes cometidos a população negra, e os brancos devem se por contra o racismo entendendo seus privilégios por serem brancos, defendendo e entendendo que o fato das vidas negras serem importantes, não descarta ou diminui as vidas brancas, e sim que as vidas negras precisam de mais cuidado e defesa perante nossa sociedade racista, para se manterem vivos. 

O movimento BLM teve uma visibilidade muito maior após George Floyd ser assassinado por um policial branco, ela fala sobre como ser um(a) policial te enquadra no grupo racista, logo de acordo com uma matéria publicada pela BBC “Um artigo de Rashawn Ray, do centro de pesquisas Brookings Institution, afirma que pessoas negras têm 3,5 mais chances de serem mortas por policiais do que brancas em situações em que não existe ataque ao policial ou porte de armas. Entre adolescentes a probabilidade é 21 vezes maior. A polícia americana mata uma pessoa negra a cada 40 horas” de certo modo, a visão de que um policial é racista é passado pelas próprias ações da polícia “De acordo com um levantamento do jornal Washington Post, 1014 pessoas foram mortas a tiros por policiais no país em 2019, e estudos mostram que as principais vítimas foram americanos negros” conclui a BBC. 

No vídeo também se afirma que algumas situações que supostamente não seriam aceitas pelo comunismo, como ir à igreja, ir ao parque com a família, entre outras atitudes seriam discriminadas, em detrimento de outras condutas, que de acordo com o vídeo, também em suposição, se afirma que o comunismo permitiria, como a destruição de locais públicos ou religiosos. As suposições levantadas não procedem visto que não existe orientação alguma nesse sentido. O comunismo enquanto doutrina política, filosófica, sociológica e econômica prega a igualdade social e não tem orientação religiosa, mas não incentiva a intolerância. Ademais, existem leis contra degradação degradação ambiental/pública, e leis contra intolerância religiosa, que controla e regula o que é ou não, permitido para a sociedade.

O Nujoc também verificou publicação parecida, baseada em teorias conspiratórias sobre o comunismo e a pandemia, para ler a matéria completa clique aqui.